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A doutrina do Candomblé diz que Omulu e Obaluaiê são Orixás distintos, já na Umbanda muito se ouve que são o mesmo em épocas diferentes (Obaluaiê - Novo / Omulu - Velho).
Sabemos que muito dos conhecimentos de Orixás da Umbanda vem das raízes do Candomblé, esse que por sua vez tem os conhecimentos vindos de Ifá. Enfim:

Qual a diferença, ou semelhança, junção ou separação entre esses/esse Orixá(s)???
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Enviado em meu email pelo site:

Diferenças entre Omulu e Obaluayê podem ser sutis e, para algumas vertentes de Umbanda, até inexistentes.

Em Terreiros mais tradicionais, ambos são aglutinados em apenas um Orixá.

Há casos em que um dos dois é aceito ou até ambos, sendo uma espécie de Orixá dual.

Há também Terreiros que consideram que ambos derivam do Orixá Xapanã, de onde Omulu seria o Orixá mais velho e Obaluayê o mais jovem.

Dentro dos estudos teológicos desenvolvidos por Rubens Saraceni, as diferenças entre Omulu e Obaluayê se dão por conta das vibrações energéticas.

Enquanto Omulu está assentado no polo negativo (absorvedor) no Trono Divino da Geração, Iemanja está no polo positivo (irradiador) do mesmo Trono, irradiando a todo momento esta qualidade divina.

E, de outra parte, Obaluayê está assentado no polo positivo (irradiador) no Trono Divino da Evolução, enquanto Nanã está no polo negativo (absorvedor) do mesmo Trono, decantando e depurando em nós os desequilíbrios em prol da nossa evolução.

Aqui um parêntese.

O Trono da Evolução é um dos sete Tronos Essenciais que formam a Coroa Divina Regente do nosso planeta, de acordo com a Teologia de Umbanda Sagrada. Em breve trataremos deste tema com mais profundidade.

O nome Obaluayê significa: “o Rei e Senhor da Terra” (Oba=Rei; Lu= Senhor; Ayê= Terra).

Obaluayê é o Rei e Senhor do elemento terra, da matéria ou do mundo material. É conhecido como o Rei das Almas do Ayê, o Senhor das Almas.

Enquanto Omulu estanca, estabiliza, paralisa energias, Obaluayê é expansivo, irradiador, transmutador.

A morte física, comumente ligada a Omulu é um bom exemplo.

No momento seguinte à morte física, Omulu é o responsável por encaminhar esta energia vital ao plano espiritual. E é aí que Obaluayê também age, dando sustentação aos seres para que transmutem e evoluam.

Das diferenças entre Omulu e Obaluayê estas são algumas das principais.
Mas ainda há muito o que aprendermos e desvendarmos!

Matéria em: https://umbandaeucurto.com/materias/textos/diferencas-entre-omulu-e-obaluaye/?utm_campaign=diferencas_entre_omulu_e_obaluaye&utm_medium=email&utm_source=RD+Station
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OBALUAÊ
Atotô!
Xapanã nasceu em Empê, no território Tapá, também chamado Nupê.
Era um guerreiro terrível que, seguido de suas tropas,
percorria o céu e os quatro cantos do mundo.
Ele massacrava sem piedade aqueles que se opunham à sua passagem.
Seus inimigos saíam dos combates mutilados ou morriam de peste.
Assim, chegou Xapanã em território Mahi, no Daomé.
A terra dos mahis abrangia as cidades de Savalú e Dassa Zumê.
Quando souberam da chegada iminente de Xapanã,
os habitantes desta região, apavorados, consultaram um adivinho.
E assim ele falou:
"Ah! O grande Guerreiro chegou de Empê!
Aquele que se tomará o senhor do país!
Aquele que tomará este terra rica e próspera, chegou!
Se o povo não aceitá-lo, ele o destruirá!
É necessário que supliquem a Xapanã que vos poupe.
Façam-lhe muitas oferendas; todas as que ele goste:
inhame pilado, feijão, farinha de milho,
azeite de dendê, picadinho de carne de bode
e muita, muita pipoca!
Será necessário, também,
que todos se curvem diante dele,
que o respeitem e o sirvam.
Desde que o povo o reconheça como pai,
Xapanã não o combaterá, mas protegerá a todos!"
Quando Xapanã chegou, conduzindo seus ferozes guerreiros,
os habitantes de Savalú e Dassa Zumê reverenciaram-no,
encostando suas testas no chão, e saudaram-no:
Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô!
"Respeito e submissão!"Xapanã aceitou os presentes e as homenagens, dizendo:
"Está bem! Eu os pouparei!
Durante minhas viagens, desde Empê, minha terra natal,
sempre encontrei desconfiança e hostilidade.
Construam para mim um palácio.
É aqui que viverei a partir de agora!"
Xapanã instalou-se assim entre os mahis.
O país prosperou e enriqueceu, "
e o Grande Guerreiro não voltou mais a Empê,
no território Tapá, também chamado Nupê.Xapanã é considerado o deus da varíola e das doenças contagiosas.
Ele tem, também, o poder de curar.
As doenças contagiosas são, na realidade,
punições aplicadas àqueles que o ofenderam ou conduziram-se mal.
Seu verdadeiro nome, é perigoso demais pronunciar.
Por prudência, é preferível chamá-lo Obaluaê, o "Rei, Senhor da Terra"
ou Omulú, o "Filho do Senhor".
Quando Xapanã instalou-se entre o mahis,
recebeu, em uma nova terra, o nome de Sapatá.
Aí, também, era preferível chamá-loAinon, o "Senhor da Terra",
ou, então, Jeholú, o "Senhor das Pérolas".
O fato de ser chamado Jeholú e Ainon
causou mal-entendidos entre Sapatá e os reis do Daomé,
pois eles também usavam estes títulos.
Enciumados, os Jeholú de Abomey expulsaram, várias vezes,
Jeholú Ainon do Daomé e obrigaram-no a voltar,
transitoriamente, à terra dos mahis.
Jeholú Ainon vingou-se:
vários reis daomeanos morreram de varíola!
Atotô
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Olá FC...

Permita-me colocar o meu entendimento sobre esse assunto..

."Acredita-se que os Orixás (yoruba Òrìṣà) foram ancestrais africanos que foram divinizados, pois durante sua vivência na terra, supostamente adquiriram um controle sobre a natureza, como: raios, chuvas, árvores, minérios e o controle de ofícios e das condições humanas, como: agricultura, pesca, metalurgia, guerra, maternidade, saúde.

Ancestrais africanos que correspondem a pontos de força da Natureza, suas manifestações e os seus arquétipos, os orixás possuem características semelhantes aos seres humanos, pois manifestam-se através de emoções, como: raiva, ciúmes, amor em excesso, passional. Cada orixá possui um sistema simbólico particular composto de: cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, oferendas, espaços físicos e até horários.

Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravatura, com à imposição do catolicismo aos negros, cada orixá foi associado a um santo católico, para manterem os orixás vivos e não perder seu direito ao culto. Pois foram obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.

Desde 2005, o Bosque sagrado da orixá Osun é um Patrimônio Mundial da UNESCO. e o oráculo Ifá do Orixá Orunmila uma Obra Prima da humanidade."

FONTE : https://pt.wikipedia.org/wiki/Orix%C3%A1


Mas muitas pessoas consideram apenas 7 (sete) Orixás.... e daí temos as Sete Linhas de Umbanda !..

E como cada um tem a sua Umbanda ....

E para finalizar temos "Em aula o tutor Alexandre Cumino narra que Pai Zélio de Morais quando questionado por Pai Ronaldo Linares sobre o significado das 7 Linhas responde à ele dizendo “Ronaldo, ninguém entendeu ainda muito bem o que são realmente as sete linhas de Umbanda”.

E então ele explica de maneira singela, próprio de sua personalidade, que as Sete Linhas podiam ser comparadas a o que acontece com um prisma quando o mesmo é atingido por um raio de sol “a luz branca entra por uma de suas faces e faz surgir do outro lado um arco-íris, Zélio de Morais disse para Ronaldo Linares que isso são as Sete Linhas de Umbanda”.

Quando Pai Ronaldo traz essa informação à tona ele também nos apresenta a possibilidade de entender que as Sete Linhas não se limitam a sete orixás, a sete cores, sete elementos ou a sete santos e que as Sete Linhas não pode ser consideradas algo palpável ou limitado, mas sim que refletem a força, axé e irradiação de uma força maior, representada no exemplo pela cor branca que se decompõe derivando as outras sete cores que irradiam concomitantemente."

FONTE https://umbandaead.blog.br/2017/01/13/7-linhas-de-umbanda/

Axé mano !
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